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O Xamanismo
O termo ‘xamã’ encontra raízes na palavra siberiana ‘saman’, que tem vários significados. O etnólogo Mircea Eliade explica o termo como “pessoa em êxtase”. Outros significados são “aquecer”, “pessoa com sabedoria”, “inspirado pelos espíritos”, etc. A premissa básica do Xamanismo é o reconhecimento de que todos fazemos parte da família universal e tudo está interligado.
O xamanismo é uma técnica do êxtase, um conjunto de procedimentos para exercitar o controlo das experiências vividas pelo xamã. Não é um culto, mas um conjunto de crenças, práticas e técnicas ancestrais que utiliza o simbolismo da cultura das pessoas que o praticam. O trabalho xamânico é realizado com o apoio do tambor, maracas, canções e com objectos de poder como pedras, plantas, penas e outros. O interesse pelas práticas xamânicas advém do contacto com outras realidades, da obtenção de auto-conhecimento, da busca de poder e desenvolvimento pessoal e da profundidade e rapidez dos seus resultados. Através destas práticas, o indivíduo estabelece contacto com outros planos de consciência, a fim de obter conhecimento, equilíbrio e saúde. O Xamanismo propicia tranquilidade, paz, confiança em si mesmo, profunda concentração, estimula o bem estar físico, psicológico e espiritual.
Os xamãs são homens ou mulheres, que se distinguem especialmente pelo contacto, por meio de viagens xamânicas, com os mundos ocultos, que de outra forma são sobretudo conhecidos através do mito, do sonho e de experiências quase-morte. Nestas viagens, exploram aquilo a que o antropólogo Carlos Castaneda chamou „a realidade não comum”, contactando com os seus aliados espirituais, como os animais de poder e professores espirituais. A prática do Xamanismo é um caminho espiritual de busca de conhecimento para além da realidade quotidiana, em harmonia com a natureza e com os ciclos da vida. As visões e experiências do praticante levam-no a uma expansão da consciência, possibilitando-lhe profundas transformações. |
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